sábado, 22 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem - Texto: "Pausa" - Moacyr Scliar

Situação de Aprendizagem
Texto: "Pausa"  - Moacyr Scliar

Passo 1:
*  Levantamento do significado da palavra “pausa” e sua contextualização, bem como antecipação de hipóteses;

 Passo 2:
*  Leitura compartilhada: levantamento de vocabulário; identificação de personagens, do espaço, tempo, narrador (localizar informações explícitas);
* leitura individual pelos alunos: cada aluno lê um trecho, em voz alta ;

 Passo 3:
*  Levantamento das informações trazidas pelo texto sobre a época em que ocorre a narrativa e o espaço (inferências locais e globais)

 Passo 4:
*  Identificar o autor do texto, o momento histórico de sua publicação, o portador, público alvo, valores e finalidades da leitura;

 Passo 5:
*  Sugestão de trechos de filmes para se trabalhar visando a intertextualidade;
• Click;
•Metamorfose, de Kafka;
•O efeito borboleta.

Passo 6:
*  No momento do vídeo, o professor transportará a linguagem escrita para a linguagem cinematográfica. Sugere-se, também, trabalhar com o professor de Arte promovendo a interdisciplinaridade.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Situação de aprendizagem 6º ano (Texto: Avestruz de Mario Prata)

OBJETIVOS:
Ativar o conhecimento de mundo;
Antecipação e checagem de hipótesis;
Localizar e comparar informações;
Analisar os elementos da narrativa;
Identificar as características de uma crônica.
Pesquisar (interdisciplinaridade);
Analisar a intertextualidade;

Produzir uma crônica.

Conhece essas aves? Qual delas é um avestruz?











PARA REFLEXIONAR
A crônica a seguir se chama, Avestruz. Sobre o que você acha que tratará o texto?
Depois de verificar como é a ave avestruz, você considera que esse animal pode ser considerado um animal de estimação? Por quê?
Você tem algum bichinho de estimação? Qual

1º LEITURA SILENCIOSA/ 2º LEITURA DINÂMICA
Avestruz 
Mário Prata
  O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era
minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto.
  Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam em domicílio.
  E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz,
deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
  Mas eu estava falando da sua criação por deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
  Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé.
  Sacanagem, Senhor!
Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
  Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta, entrando depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com TPM é perigosíssima!
  Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
  Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
  Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
  Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.
  Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho  mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
PRATA, Mário. Avestruz. 5ª série/ 6º ano vol. 2
Caderno aluno p. 9
Caderno do Professor p. 18

PARA REFLEXIONAR
O que você achou da crônica?
Coincidiu com o que você imaginou a partir do título?
Você gosta de animais? Qual animal que você mais gosta ou acha bonito? Por quê?
Assim como o garoto do texto, você teve vontade de ter um animal nada comum?Qual?

VAMOS INTERPRETAR?
1-) Você já ouviu a expressão “estômago de avestruz”? Por que esta comparação é feita?
2-)  Existem semelhanças entre os  outros animais citados no texto e o avestruz? Quais seriam?
3-) Por que não seria adequado criar um avestruz no apartamento?
4-)  Quais os principais acontecimentos da história na sequência em que foram apresentados?  Destaque o início, o meio e o fim.
5-)  Por que o menino só muda de ideia quando passa conhecer os hábitos alimentares do bicho?
6-)  Leia a frase: “Na hora de criar a avestruz, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros.”  De acordo com esta afirmação, percebemos que  o narrador não concorda com essa criação divina. Relacione os argumentos que ele utilizou no texto para justificar sua opinião.

INTERDISCIPLINAR

Em qual matéria escolar se estuda os animais? O avestruz é que tipo de animal?
O texto tras algumas informações sobre esse animal, avestruz, como tamanho e peso. Pesquise mais informações sobre esse animal, como  hábitos alimentares, habitat e reprodução. Anote o que encontrou abaixo:
TAMANHO:
PESO:
HÁBITOS ALIMENTARES:
HABITAT:
REPRODUÇÃO:
ELEMENTOS DA NARRATIVA
O crônica, Avestruz, é uma narrativa porque apresenta os 5 elementos da narrativa que são: __________________, _________________, __________________, _________________ e __________________.
Sendo assim, identifique no texto:
a)Narrador (foco narrativo):
b)Personagens:
c)Tempo:
d)Espaço:
e)Enredo:
ANALISANDO GÊNERO CRÔNICA
O que é Crônica:
Crônica é uma narrativa histórica que expõe os fatos seguindo uma ordem cronológica. A palavra crônica deriva do grego "chronos" que significa "tempo". Nos jornais e revistas, a crônica é uma narração curta escrita pelo mesmo autor e publicada em uma seção habitual do periódico, na qual são relatados fatos do cotidiano e outros assuntos relacionados à arte, ao esporte, à ciência, etc.
Os cronistas procuram descrever os eventos relatados na crônica de acordo com a sua própria visão crítica dos fatos, muitas vezes através de frases dirigidas ao leitor, como se estivesse estabelecendo um diálogo. Alguns tipos de crônicas são a jornalística, humorística, histórica, descritiva, narrativa, dissertativa, poética e lírica.
Disponível em: < http://www.significados.com.br/cronica/>, acesso em 13 jun. 2013.

PARA REFLEXIONAR
Despois de analisar as características do gênero crônica, podemos dizer que o texto, Avestruz, é uma crônica pois apresenta:
ordem cronólogica dos fatos;
narração curta;
relata algo do cotidiano;
apresenta uma visão crítica;
Sendo assim, identifique no texto a situação cotidiana que é relatada.
A visão crítica que o autor faz sobre a ave avestruz.
A crônica, Avestruz, é do tipo: jornalística, humorística, histórica, descritiva, narrativa, dissertativa, poética ou lírica.

INTERTEXTUALIDADE

Crônica: Papagaio congelado de Ricardo Azevedo. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/papagaio-congelado-634312.shtml. Acesso em 13 jun. 2013
Música: Avestruz  Dé Di Paula & Zé Henrique. Disponível em: http://www.vagalume.com.br/de-di-paula-ze-henrique/avestruz.html. Acesso em 13 jun.2013
Despois de ler a crônica, “Papagaio congelado” e ler a letra da música, “Avestruz”, que semelhanças e diferenças entre esses textos e a crônica, Avestruz de Mario Prata.

PRODUÇÃO ESCRITA
Agora é a sua vez! Elabore uma crônica narrativa curta, para isso você precisa:
Um tema cotidiano;
Ter uma visão crítica sobre o tema;
Utilizar os 5 elementos da narrativa;
Construir o texto numa ordem cronológica;
Dar um tom, jornalístico ou humorístico ou poético.
Bom trabalho e mãos a obra!

BIBLIOGRAFIA
DOLZ , J. e SCHNEUWLY, B. Gêneros e progressão em expressão oral e escrita. Elementos para reflexões sobre uma experiência suíça (francófona). In “Gêneros Orais e escritos na escola”. Campinas(SP): Mercado de Letras; 2004.
ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo: SEE: CENP, 2004.
Crônica: Avestruz de Mario Prata. Disponível em: http://efpava.cursos.educacao.sp.gov.br/Resource/413029,A6/Assets/linguaportuguesa/pdf/Avestruz.pdf
Crônica: Papagaio congelado de Ricardo Azevedo. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/papagaio-congelado-634312.shtml. Acesso em 13 jun. 2013
Música: Avestruz  Dé Di Paula & Zé Henrique. Disponível em: http://www.vagalume.com.br/de-di-paula-ze-henrique/avestruz.html. Acesso em 13 jun.2013
O que é crônica. Disponível em: http://www.significados.com.br/cronica/>, acesso em 13 jun. 2013
Imagens e blogs visitados disponível em: http://google.com.br

segunda-feira, 17 de junho de 2013

TEXTO:O AVESTRUZ
MARIO PRATA
 •Gênero “Crônica Narrativa” – Elementos da Narrativa – Interpretação/Compreensão Textual
Ano: 6º. Ano do Ensino Fundamental.
Tempo previsto: 06 aulas.
Conteúdos: conceito de crônica; retomada dos elementos da narrativa (com ênfase no foco narrativo); leitura do texto “Avestruz”, de Mario Prata; roteiro de perguntas e produção escrita.
Competências e habilidades: conhecer o gênero “crônica narrativa”, identificar os elementos narrativos (ênfase no foco narrativo); interpretar um texto pertencente ao gênero em estudo.
Estratégias: estudo do gênero e dos elementos da narrativa; leitura e interpretação do texto “Avestruz”; discussão com os alunos fazendo as devidas intervenções.
Recursos: Cópia do texto; uso de datashow para reprodução dos slides com o conteúdo das aulas e uso da sala de informática.
Avaliação: produção de um questionário e debate em sala.

 •O que é Crônica:
•Crônica é uma narrativa histórica que expõe os fatos seguindo uma ordem cronológica. A palavra crônica deriva do grego "chronos" que significa "tempo". Nos jornais e revistas, a crônica é uma narração curta escrita pelo mesmo autor e publicada em uma seção habitual do periódico, na qual são relatados fatos do cotidiano e outros assuntos relacionados à arte, ao esporte, à ciência, etc. •Os cronistas procuram descrever os eventos relatados na crônica de acordo com a sua própria visão crítica dos fatos, muitas vezes através de frases dirigidas ao leitor, como se estivesse estabelecendo um diálogo. Alguns tipos de crônicas são a jornalística, humorística, histórica, descritiva, narrativa, dissertativa, poética e lírica.

•Aspecto
•História analisada
•Foco narrativo
•1ª. ou 3ª. pessoa?
•Personagem
•Quais são?
•Enredo
•Quais os principais acontecimentos da história, na sequência em que são apresentados?
•Tempo
•Quanto tempo a história parece apresentar? Há marcas da passagem do tempo no texto? Quais?
•Espaço
•O que sabemos sobre os espaços em que as personagens vivem as ações?

•1ºPasso: após a correção/discussão da atividade anterior, o professor retoma a leitura do texto fazendo ele mesmo essa leitura. O objetivo agora é fazer com que os alunos percebam cada detalhe do texto (pontuação, entonação, sequência da narrativa...). Ao término da leitura, o professor procura, por meio de perguntas, ativar o conhecimento de mundo dos alunos fazendo perguntas como: Quem já viu um avestruz? Como ele é? Quem sabe como são seus hábitos? etc.

•2º. Passo: O professor apresenta para os alunos um questionário com perguntas relacionadas ao texto. O objetivo aqui é fazer uma interpretação dos acontecimentos narrados e de seus personagens. Dessa forma perguntas como: Por que o garoto queria uma avestruz? Onde viviam as personagens da história? O que eles eram? etc. são necessárias para o objetivo proposto.

•3º. Depois de explorar tais aspectos, o professor deve aprofundar os estudos na compreensão do texto. Percebe-se em sua construção que o autor faz uso da descrição e do humor para caracterizar a avestruz. Assim, o professor pode explorar a maneira como o autor descreveu o animal, quais as comparações feitas e se são os não verdadeiras, se são possíveis ou não. Seria interessante propor aos alunos uma pesquisa a respeito desse animal e seus hábitos.

domingo, 16 de junho de 2013

Destino

Receita de andar sem rumo

O vento como guia
suba montanha acima
siga a música do rio
pedra por pedra
dia por dia
perca o rumo e o fio
deixe que o coração
cante as horas
arrume a noite e o sol

Roseana Murray



domingo, 9 de junho de 2013

Situação de aprendizagem proposta para o 6º Ano

Por Rosângela Corrêa

Objetivo

O objetivo central da situação é apresentar traços característicos dos gêneros textuais "Poema e Letra de música". Para isso, serão feitas atividades que desenvolverão habilidades de leitura, escrita, encenação e oralidade relacionadas ao tema. Espera-se que o aluno seja capaz de interpretar um poema e uma letra de música, atribuindo sentidos coerentes às suas construções conotativas.

Tempo previsto: 08 aulas

Conteúdos e temas: Traços característicos dos gêneros "Poema e Letra de música". Interpretação de "Poema e Letra de música" (Análise de elementos conotativos). Escuta de "letra de música"; pesquisa sobre estilos musicais; Aspectos linguísticos.

Competências e habilidades: Reconhecer traços característicos dos gêneros "Poema e Letra de música"; analisar a norma padrão em funcionamento no texto.

Estratégias: Trabalho lúdico com poema e canção; produção e ilustração de poema e canção; produção e encenação de peça circense.

Recursos: Poema; letra de música, vídeo e caderno.

Avaliação: Análise, interpretação; produção e ilustração de poema e canções; produção e encenação de peça circense.

Leitura silenciosa e compartilhada do poema.
Fazer uma sondagem com os alunos ativando os conhecimentos prévios sobre o tema abordado no poema.
Análise textual e linguística.


Poema: O circo o menino a vida

A moça do arame
equilibrando a sombrinha
era de uma beleza instantânea e fulgurante!
A moça do arame ia deslizando e despindo-se.
Lentamente.
Só para judiar.
E eu com os olhos cada vez mais arregalados
até parecerem dois pires.
Meu tio dizia:
“Bobo!
Não sabes
que elas trazem sempre uma roupa de malha por baixo?”
(Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis…)
Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens
segredava-me
sempre:
“Quem sabe?…”
Eu tinha oito anos e sabia esperar.
Agora não sei esperar mais nada
Desta nem da outra vida,
No entanto
o menino
(que não sei como insiste em não morrer em mim)
ainda e sempre
apesar de tudo
apesar de todas as desesperanças,
O menino
às vezes
segreda-me baixinho
“Titio, quem sabe?…”
Ah, meu Deus, essas crianças!

QUINTANA, Mário.


Análise

01- Procure no dicionário o significado das palavras:

a) Desesperança-
b) Fulgurante-
c) Voluptuoso-

02- "Só para judiar"
Dê um sinônimo para o verbo judiar.

03- Por que a expressão "Bobo! Não sabes que elas trazem sempre uma roupa de malha por baixo?" está entre aspas?

04- Quem nos fala no poema? Um menino ou um adulto? Justifique sua resposta.

05- O poema apresenta duas partes: A primeira refere-se a um momento passado e a segunda, a um momento presente. Copie do poema um verso que se refira ao momento passado e ao presente.

06- Como pode ser entendida a expressão "Quem sabe?..."

07- Copie do poema o verso que manifesta a desesperança do adulto?

08- O poema sugere que a criança que vive em nós insiste em não morrer, que algumas pessoas não perdem a ingenuidade e nem a ilusão das crianças. O que você pensa sobre isso?

09- Você acredita que no adulto encontramos um pouco da criança?

10- Copie do poema um trecho que desperta seu imaginário, pois trabalha a linguagem de forma conotativa. Em seguida, explique a sua interpretação.

Depois da análise, intertextualidade com a música: O circo de Sidney Miller.

Em seguida, produção e ilustração do poema e da canção; produção e encenação de peça circense.


Letra da música

O circo
Sidney Miller

Vai, vai, vai começar a brincadeira
Tem charanga tocando a noite inteira
Vem, vem, vem ver o circo de verdade
Tem, tem, tem picadeiro e qualidade
Corre, corre, minha gente que é preciso ser esperto
Quem quiser que vá na frente, vê melhor quem vê de perto
Mas no meio da folia, noite alta, céu aberto
Sopra o vento que protesta, cai no teto, rompe a lona
Pra que a lua de carona também possa ver a festa
...
Bem me lembro o trapezista que mortal era seu salto
Balançando lá no alto parecia de brinquedo
Mas fazia tanto medo que o Zezinho do Trombone
De renome consagrado esquecia o próprio nome
E abraçava o microfone pra tocar o seu dobrado
...
Faço versos pro palhaço que na vida já foi tudo
Foi soldado, carpinteiro, seresteiro e vagabundo
Sem juízo e sem juízo fez feliz a todo mundo
Mas no fundo não sabia que em seu rosto coloria
Todo encanto do sorriso que seu povo não sorria
...
De chicote e cara feia domador fica mais forte
Meia volta, volta e meia, meia vida, meia morte
Terminando seu batente de repente a fera some
Domador que era valente noutras feras se consome
Seu amor indiferente, sua vida e sua fome
...
Fala o fole da sanfona, fala a flauta pequenina
Que o melhor vai vir agora que desponta a bailarina
Que o seu corpo é de senhora, que seu rosto é de menina
Quem chorava já não chora, quem cantava desafina
Porque a dança só termina quando a noite for embora
Vai, vai, vai terminar a brincadeira
Que a charanga tocou a noite inteira
Morre o circo, renasce na lembrança
Foi-se embora e eu ainda era criança


Veja o vídeo abaixo:





Experiência de leitura e escrita

A minha primeira experiência pessoal com escrita foi muito significativa. Morávamos no sítio. Vinha todos os dias à cidade para estudar, estava na primeira série. No mês de outubro, do mesmo ano, eu e minha família mudamos para a cidade. A casa era nova, foi construída especialmente para nós! Que alegria! Meu pai e minha mãe se orgulhavam de mais uma conquista. Eu e meus irmãos, felizes, pois estávamos perto da escola, não precisávamos levantar tão cedo.
E agora? Era preciso avisar aos familiares que a casa nova estava pronta, os habitantes, satisfeitos, a vizinhança, contente, completando assim nosso encantamento pela moradia. Não que não gostássemos do sítio, amávamos, a nossa história estava lá, mas a vida urbana era o que fluía no momento.
Certa tarde, resolvi pegar papel e caneta, sabe para quê? Para relatar a nossa felicidade mediante tal conquista. Escrevi uma carta endereçada a uma tia paulistana, informando a boa nova. Contando tudo nos mínimos detalhes. Quando terminei, li para meus pais e irmãos, eles ficaram maravilhados e aplaudiram a minha atitude. No dia seguinte, fui cedinho ao correio, pois tinha pressa em espalhar a mensagem. Voltei radiante, os olhos brilhando de tanta felicidade. Eu havia escrito uma carta e todos apoiaram a minha iniciativa.
Alguns dias depois, lá vem a resposta. Era minha tia orgulhosa e me parabenizando pelo ato. Ficou contente por saber que tínhamos mudado e também pela minha audácia em contar todos os meus sentimentos num simples papel.
Daquela época para cá, nunca mais parei de escrever. Foram inúmeras cartas, abordando diversos temas: Amor, amizade, família, paquera, etc. Tenho uma caixa com todas as que recebi. Estão guardadas no baú secreto dos meus sonhos. Oh! Que saudades do cheiro da infância e dos tempos que não voltam mais.

Amante

Sou amante das letras
Devoradora das palavrs
Amiga dos livros
Apaixonada pela leitura e a escrita
Dos pensamentos dos seres racionais e irracionais
No mundo dos mortais.

Autora: Rosângela Corrêa

Em 7 de junho de 2013 21:40, Rosângela Corrêa escreveu: