Objetivo
O objetivo central da situação é apresentar traços característicos dos gêneros textuais "Poema e Letra de música". Para isso, serão feitas atividades que desenvolverão habilidades de leitura, escrita, encenação e oralidade relacionadas ao tema. Espera-se que o aluno seja capaz de interpretar um poema e uma letra de música, atribuindo sentidos coerentes às suas construções conotativas.
Tempo previsto: 08 aulas
Conteúdos e temas: Traços característicos dos gêneros "Poema e Letra de música". Interpretação de "Poema e Letra de música" (Análise de elementos conotativos). Escuta de "letra de música"; pesquisa sobre estilos musicais; Aspectos linguísticos.
Competências e habilidades: Reconhecer traços característicos dos gêneros "Poema e Letra de música"; analisar a norma padrão em funcionamento no texto.
Estratégias: Trabalho lúdico com poema e canção; produção e ilustração de poema e canção; produção e encenação de peça circense.
Recursos: Poema; letra de música, vídeo e caderno.
Avaliação: Análise, interpretação; produção e ilustração de poema e canções; produção e encenação de peça circense.
Leitura silenciosa e compartilhada do poema.
Fazer uma sondagem com os alunos ativando os conhecimentos prévios sobre o tema abordado no poema.
Análise textual e linguística.
Poema: O circo o menino a vida
A moça do arame
equilibrando a sombrinha
era de uma beleza instantânea e fulgurante!
A moça do arame ia deslizando e despindo-se.
Lentamente.
Só para judiar.
E eu com os olhos cada vez mais arregalados
até parecerem dois pires.
Meu tio dizia:
“Bobo!
Não sabes
que elas trazem sempre uma roupa de malha por baixo?”
(Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis…)
Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens
segredava-me
sempre:
“Quem sabe?…”
Eu tinha oito anos e sabia esperar.
Agora não sei esperar mais nada
Desta nem da outra vida,
No entanto
o menino
(que não sei como insiste em não morrer em mim)
ainda e sempre
apesar de tudo
apesar de todas as desesperanças,
O menino
às vezes
segreda-me baixinho
“Titio, quem sabe?…”
Ah, meu Deus, essas crianças!
QUINTANA, Mário.
Análise
01- Procure no dicionário o significado das palavras:
a) Desesperança-
b) Fulgurante-
c) Voluptuoso-
02- "Só para judiar"
Dê um sinônimo para o verbo judiar.
03- Por que a expressão "Bobo! Não sabes que elas trazem sempre uma roupa de malha por baixo?" está entre aspas?
04- Quem nos fala no poema? Um menino ou um adulto? Justifique sua resposta.
05- O poema apresenta duas partes: A primeira refere-se a um momento passado e a segunda, a um momento presente. Copie do poema um verso que se refira ao momento passado e ao presente.
06- Como pode ser entendida a expressão "Quem sabe?..."
07- Copie do poema o verso que manifesta a desesperança do adulto?
08- O poema sugere que a criança que vive em nós insiste em não morrer, que algumas pessoas não perdem a ingenuidade e nem a ilusão das crianças. O que você pensa sobre isso?
09- Você acredita que no adulto encontramos um pouco da criança?
10- Copie do poema um trecho que desperta seu imaginário, pois trabalha a linguagem de forma conotativa. Em seguida, explique a sua interpretação.
Depois da análise, intertextualidade com a música: O circo de Sidney Miller.
Em seguida, produção e ilustração do poema e da canção; produção e encenação de peça circense.
Letra da música
O circo
Sidney Miller
Vai, vai, vai começar a brincadeira
Tem charanga tocando a noite inteira
Vem, vem, vem ver o circo de verdade
Tem, tem, tem picadeiro e qualidade
Corre, corre, minha gente que é preciso ser esperto
Quem quiser que vá na frente, vê melhor quem vê de perto
Mas no meio da folia, noite alta, céu aberto
Sopra o vento que protesta, cai no teto, rompe a lona
Pra que a lua de carona também possa ver a festa
...
Bem me lembro o trapezista que mortal era seu salto
Balançando lá no alto parecia de brinquedo
Mas fazia tanto medo que o Zezinho do Trombone
De renome consagrado esquecia o próprio nome
E abraçava o microfone pra tocar o seu dobrado
...
Faço versos pro palhaço que na vida já foi tudo
Foi soldado, carpinteiro, seresteiro e vagabundo
Sem juízo e sem juízo fez feliz a todo mundo
Mas no fundo não sabia que em seu rosto coloria
Todo encanto do sorriso que seu povo não sorria
...
De chicote e cara feia domador fica mais forte
Meia volta, volta e meia, meia vida, meia morte
Terminando seu batente de repente a fera some
Domador que era valente noutras feras se consome
Seu amor indiferente, sua vida e sua fome
...
Fala o fole da sanfona, fala a flauta pequenina
Que o melhor vai vir agora que desponta a bailarina
Que o seu corpo é de senhora, que seu rosto é de menina
Quem chorava já não chora, quem cantava desafina
Porque a dança só termina quando a noite for embora
Vai, vai, vai terminar a brincadeira
Que a charanga tocou a noite inteira
Morre o circo, renasce na lembrança
Foi-se embora e eu ainda era criança
Veja o vídeo abaixo:
MARAVILHOSA EXPERIÊNCIA DE LEITURA. UM TEMA MARAVILHOSO QUE NOS FAZ VOLTAR NO TEMPO E VIVER OS SONHOS INFANTIS. EU AMO CIRCO, COM AS SUAS ILUSÕES, FANTASIAS, QUE FAZ A VIDA SER MAIS ALEGRE E COLORIDA. EU POSSO IMAGINAR O ROSTINHO DE CADA UM AO OUVIR ESSA MÚSICA LINDÍSSIMA. POSSO PEGAR ESSA ATIVIDADE PARA O MEU TRABALHO?
ResponderExcluirPARABÉNS PROF. ROSÂNGELA
Rosângela, parabéns pela proposta de atividade apresentada. Realmente trabalhar os elementos conotativos do poema e da música e o estilo dos dois gêneros são bem propícios para o 6ºano, além do tema escolhido ser muito motivante. A ideia de encenação me pareceu fantástica... Ótimo trabalho!
ResponderExcluirOi, Vera e Renata!
ResponderExcluirFiquei feliz por terem gostado da atividade. Um dos objetivos do Blog é esse: trocar experiências e atividades. Vamos trabalhar coletivamente visando melhorar nossas práticas pedagógicas. Beijos.